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  1. Pimp My Carroça

    PIMP MY CARROÇA (english subtitles) from Parede Viva on Vimeo.

    O Pimp My Carroça foi notícia em diversos meios, não é novidade para muitos, mas é um dos projetos que para mim simbolizam o ativismo criativo e amoroso. Iniciativa popular excelente, concebida pelo grafiteiro Mundano e viabilizada através do poderoso crowdfunding, sua primeira edição foi em SP e logo depois Rio de Janeiro. 

    Absolutamente sensacional. Em primeiro lugar pois foi lançado um olhar humano sobre os carroceirois, individuos de uma microeconomia de sustentabilidade urbana vital, ainda invisíveis para a prefeitura e que só viram assunto entre as pessoas quando atrapalham o trânsito. Não bastasse o descaso do Poder Público quanto ao descarte de resíduos das cidades, em SP os dados levantados é que existam cerca de 16 mil agentes ambientais sobrevivendo honestamente, em condições precárias de trabalho. 

    Em segundo lugar, não apenas a carroça mas também o carroceiro tiveram um banho de atenção e cuidados. Ambos tiveram uma faxina na auto-estima, acessórios para proteção e para auxiliar nessa árdua tarefa. 

    Em terceiro, e
    sses agentes ambientais forçosamente marginalizados, tiveram contato com a parte boa da sociedade, para alguns foi a primeira vez que se sentiram valorizados, e tiveram suas carroças mais do que pimpadas… Elas foram transformadas em um protesto inteligente, uma crítica social ambulante. Existe amor, existe humor, existe arte, existe massa encefálica em SP.

    Para finalizar, fizeram uma linda carroceata com todas as carroças e envolvidos rumo à prefeitura, leram um manisfesto e entregaram em mãos para o prefeito que estava vigente… Kassab. Pfff.

    Espero que ele tenha deixado em cima da mesa para o Haddad ler.   

    Ser um consumidor consciente e tentar reduzir nosso impacto no meio ambiente através das nossas escolhas é apenas um ponto.

    Mas o principal é: como estão os gestores públicos olhando para essas questões? E a enorme parcela de responsabilidade não só das instituições públicas mas também das privadas em se comprometerem com causas sociais e ambientais? E os dados ambientais alarmantes (apenas 1,2% de tudo o que descartamos é reciclado)? E o fato de que nossos resíduos não são lixo, geram não só renda, como trabalho legal, dignidade e menos impacto ambiental? E a nossa vontade de ter nossos descartes devidamente coletados, separados e utilizados de maneira correta, fazendo valer esses contratos bilionários de limpeza urbana?

    Não seria a hora de começar reciclando isso? Reciclar contratos antiquados, limpar interesses privados duvidosos, fazer uma faxina na cegueira pública, na política de fachada e no discurso vazio… Vamos abrir caminho para o progresso?!

    Olha, o carroceiro não é o ideal de profissão nem a melhor maneira de coleta seletiva, mas não pode ser ignorado nem marginalizado, e sua função hoje deve ser no mínimo respeitada pelos transeuntes da cidade. Eles não poluem, não desviam verbas…

    Recicle também sua visão quanto a essas pessoas.

    Linda iniciativa do Pimp My Carroça. 

  2. Festival BaixoCentro

    Festival BaixoCentro 2013 from Filmes para Bailar

    05 à 14 de abril

    Felizmente o Festival BaixoCentro já conseguiu toda a arrecadação que precisava para ir às ruas, e a única coisa que falta agora é a sua ilustre presença!

    O projeto totalmente colaborativo e independente, não conta com nenhum patrocínio publicitário ou incentivo da prefeitura, foi possível através de um financiamento coletivo popular, e sua programação foi concebida por meio de inscrições individuais, abertas e livres. O festival disponibiliza não “apenas” os 537 projetos, como também uma ótima oportunidade para que o cidadão (sim! você!), utilize uma coisa que nos foi tirada há algum tempo: o espaço público. 

    Agora vamos combinar que a culpa também é nossa, afinal fomos permitindo isso pouco a pouco, nos espremendo espacialmente, e hoje nos vemos trancafiados em lugares fechados e/ou privados para poder socializar e se divertir

    A intenção do Festival vai além de chamar você para curtir o que é seu, não a toa a escolha seja justamente uma parte degradada da cidade: é para fazer a gente lembrar (e presenciar) a negligência do governo, despertando assim a cidadania, a vontade de agir e de cobrar mais cuidado e atenção com o que é público. 

    A conscientização do seu espaço é apenas uma das coisas que essa experiência urbana pode proporcionar.

    Dentre as atrações temos apresentações musicais, teatrais, audiovisuais, performances, artes integradas, cultura digital, dança, letrasoficinas, encontros, passeios, debates, diálogos e laboratórios

    Você vai cruzar com bandas, feiras, muita criatividade, sustentabilidade, soluções, questões, voluntariado, estudos, poesia, ritmos, artesanatos, exposições, brincadeiras deliciosas para adultos e crianças, maluquices interessantíssimas, propostas inusitadas… opções quase infinitas, democráticas, e gratuitas.

    Acima de tudo você vai encontrar arte! Muita arte X a arte da cidadania. 

    A programação está aqui, a cidade vai estar colorida de idéias e pessoas.

    Divirta-se sem parcimônia, as ruas são para dançar!

    baixocentro

  3. Do you wanna be pretty?

    Think twice

  4. Não compre amigos…

    Adote! =)

  5. Fotoshop

  6. Valentina Poletti

    valentinapoletti.com

  7. Deidre

    myspace.com/deidremuro

  8. Artist: Shabazz Palaces - Swerve... The reeping of all that is worthwhile

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    Shabazz Palaces - Black Up

  9. Bjørg

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    Bjørg Jewellery

  10. James-Plumb

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    James Russel and Hannh Plumb

  11. Anna Boogie

    annaboogie.com

  12. Lightness

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    Sølve Sundsbø

  13. Artist: The Black Ghosts - Forgetfulness - When Animals Stare

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  14. Homossexualidade

    A causa é uma só, esse tipo arcaico de exercício do poder. E logo, esse pensamento medieval que boa parte da sociedade ainda compartilha.

    Como o Jabor disse, um dia isso fará parte do grande museu de burrices universais. Cristãos, negros, peles-vermelhas, judeus, comunistas, revolucionários, ciganos, palestinos, homossexuais e tantos outros, todos vítimas da mesma imbecilidade, que com o tempo só vai mudando de alvo.

    Essa doença de intolerância crônica à diversidade e as diferenças não é fato novo na história, mas vamos combinar, ignorância enche o saco. Motivos religiosos, raciais, políticos, econômicos, ideológicos, sexuais, esportivos… Tudo é motivo para briga, agressões, rivalidade, ódio, feridas, traumas, perdas. Um vício de violência que fomenta apenas mais da mesma.

    É duro de engolir a incapacidade de respeitar o direito alheio de também ser feliz, de escolher, de amar, louvar, acreditar ou desacreditar. Claro, dentro dos limites, regras e deveres básicos de civilidade humana que todos conhecemos

    Absolutamente nada me fere quando duas pessoas do mesmo sexo se amam. Não me ameaça, de maneira alguma. Não tenho nada a ver com isso, e nem você. Se alguém é contra a homossexualidade, muito simples, é só não sair com alguém do mesmo sexo. Pronto. É contra o casamento gay, case com alguém do sexo oposto então.

    O que me ofende e ameaça de verdade é a falta de caráter, o desrespeito, a pobreza, a violência, a negligência, a desigualdade… O descaso, a corrupção, o preconceito, a impunidade, os desvios, as fraudes, a ganância desmedida do ser humano que só faz gerar mais miséria, cava mais abismos, conflitos dentre tantas outras coisas. As pessoas que causam isso? A maioria esmagadora delas? Heterossexuais.

    E os gays? São seres humanos normais, cidadãos que estudam, trabalham, exercem seus deveres, pagam impostos como todos, mas não tem direitos, não estão protegidos perante a lei. São descriminados, marginalizados e violentados (fisica, verbal e moralmente) por monstros que se sentem muito a vontade com a inexistência de amparo constitucional.

    Grita a voz da ignorância: “Direitos Humanos, Para Humanos Direitos”! Pela mesma lógica, então está lançada a campanha, Gay Não Paga Imposto! Sem direitos, sem deveres. Tudo bem para vocês?

    Aliás, qual é o grande problema do casamento entre gêneros iguais? O que isso muda na sua vida, de fato? Impressão minha ou existe um medo generalizado de que se caso aprovado em lei, isso seja uma permissão ao homossexualismo. “Agora liberou gente! Pode ser gay!”… E aí o mundo todo vira gay! Ninguém mais procria, fim da humanidade. Trágico…

    É medo do seu filho/a ter o aval GLS futuramente? Ops! Desculpe, mas ninguém precisa de PERMISSÃO para gostar de homem ou mulher. Não é opcional e não é a falta de uma lei que vai mudar isso. NUNCA.

    O livro sagrado que você acredita diz que está errado? Por acaso cabe a você julgar ou condenar? Nesse livro também ensina a amar e respeitar uns aos outros?

    Falta de respeito com as crianças? O que serão dos seus filhos ao presenciarem um ato de carinho homoafetivo em público? Serão mais amáveis, tolerantes e menos chiliquentos que você.

    Em resumo, sua estupidez, seu egoísmo, crença e/ou opinião pessoal não estão acima dos direitos de proteção, respeito e felicidade de outro ser humano. 

    Vai pegar no pé de político safado que todo mundo ganha mais. 

  15. Manuel Nogueira

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    Manuel Nogueira para Elle Brasil - Novembro 2011